Quais revestimentos são indicados para a parte interna da piscina?

Apesar de existirem piscinas sem revestimento, como as que vemos eventualmente em algumas casas bastante antigas, a maior parte delas é revestida com algum material. Esse revestimento é aplicado por três fatores: o estético, afinal é o que vai dar a cara final da piscina e que vai ditar a cor e o aspecto que a água assumirá; o higiênico, visto que os materiais apropriados não deixam a sujeira se fixar na superfície, além de evitar o surgimento de fungos, responsáveis por aquelas manchas esverdeadas no concreto e nos rejuntes; e a própria conservação da impermeabilização da piscina.

Piscina com Pedra Hijau, da Palimanan.

 

Há no mercado uma gama enorme de materiais para o revestimento das piscinas. Para a escolha é importante se atentar para algumas características de cada opção.

Na hora da compra é importante lembrar que os produtos para piscinas devem atender a exigências específicas como resistir a variações de temperatura, à exposição aos produtos químicos de tratamento da água e de limpeza da piscina, a ficar submerso e à exposição prolongada aos raios ultravioleta do sol.

Linha Atérmica, da Castelatto, também pode ser usada no interior de piscinas; normalmente aplicada a escadas e bordas, por ser antiderrapante e não reter calor.

 

Devemos ainda considerar que a estrutura da piscina pode se movimentar um pouco ao longo dos anos e o revestimento com o rejunte deve suportar essa movimentação sem se romper. Além disso, quanto maior a quantidade de rejuntes, mais suscetível aos fungos a piscina estará. Logo, quanto maiores forem as peças e quanto menor a quantidade de rejunte, melhor. Apesar disso, as pastilhas são muito populares graças ao seu resultado plástico. Vamos a algumas das opções:

Pastilhas de vidro

Pastilhas de vidro da coleção Gail Vitra, inspiradas em pedras brasileiras.

 

As pastilhas de vidro são outro material bastante comum para o revestimento de piscinas. Normalmente são mais caras do que a cerâmica e o azulejo, e a instalação demanda mão de obra especializada para evitar que as placas fiquem filmadas (ou seja, apareça na superfície o que está por trás do revestimento) após a colocação, ou que as pecinhas se soltem ao longo do tempo.

Devido ao tamanho reduzido das pastilhas, a quantidade de rejunte é grande, o que pode prejudicar a assepsia da piscina. Entretanto, como o aspecto final é muito bonito, muitas vezes as pastilhas de vidro são as escolhidas.

As pastilhas de vidro são produzidas em uma incrível variedade de cores e padrões. Translúcidas, elas podem ser incolores ou coloridas, e ainda é possível criar desenhos executados como mosaico especialmente para a sua piscina. A criatividade é o limite para este material.

Assegure-se de ter mão de obra especializada e de usar argamassa e rejunte específicos para pastilhas de vidro. 

Pedras

Piscina verde revestida de pedras naturais, Palimanan

 

Usar pedras decorativas em piscinas é bem menos comum do que cerâmicas ou azulejos, mas algumas delas são adequadas e têm como grande apelo a originalidade.

Entre as indicadas estão as pedras vulcânicas, como a hijau, que possui aspecto liso e mantém a água com uma tonalidade azulada ou esverdeada. A pedra mineira faz com que a piscina assuma uma aparência diferente, mais amarelada, da cor da pedra. É uma solução que pode ficar muito interessante -se bem projetada.

Logo as opções para o revestimento da sua piscina são diversas. Preste atenção para a qualidade dos materiais e para a resistência ao sol, à abrasão e aos produtos químicos. Lembre-se que alguns materiais demandam mais manutenção do que outros. Pense em qual é a aparência que você deseja para a sua piscina, qual a cor da água, se deseja desenhos especiais ou materiais inusitados. Faça um bom projeto -e bons mergulhos.

Revestimentos cerâmicos diversos

Piscina em pastilhas de porcelana KeraPorcelain, da Gail.

 

Como muitos dos azulejos feitos para banheiros não atendem a todas exigências a que são submetidos os revestimentos para piscinas, a indústria da cerâmica criou uma série de produtos específicos para este fim.

Há cerâmicas de diversos tamanhos e cores. Elas podem ser esmaltadas ou ter um aspecto mais fosco. Podem ainda apresentar uma aparência de ferrugem, ouro, etc. São inúmeras as opções e muitos os fabricantes. A vantagem dessas linhas especiais para piscina é o fato de resistirem melhor aos raios ultravioletas do sol, à abrasão, aos produtos químicos e à movimentação da estrutura da piscina.

Muitos desses produtos ainda apresentam uma linha mais completa, composta de peças específicas para os cantos e para as bordas, além de argamassas de assentamento mais flexíveis e rejuntes mais eficientes e que não acumulam tanta sujeira, e são imunes ao crescimento dos fungos.

Não à toa, piscinas públicas ou de competição são sempre revestidas com cerâmicas específicas.

Azulejo

Um dos revestimentos mais comuns para piscinas é o tradicional azulejo. É um produto relativamente barato e existe em diversos formatos e cores há muito tempo. A forma de aplicação é idêntica à feita em banheiros e outras áreas molhadas, por isso há muita mão de obra disponível, o que barateia o serviço.

Dependendo da cor escolhida, a água assumirá uma tonalidade mais transparente, mais azulada ou mais esverdeada. Antes de escolher a cor e o formato do azulejo, faça uma pesquisa para ver qual o aspecto da água que mais lhe agrada.

Revestimentos vinílicos

Há algumas empresas especializadas na construção de piscinas com revestimento vinílico. A piscina é construída de modo convencional e o vinil é aplicado sobre o concreto.

Muitas vezes esse sistema acaba sendo mais barato que o tradicional revestimento cerâmico pelo fato do vinil ser aplicado de uma maneira mais rápida e industrializada. Além disso, o próprio vinil funciona como impermeabilizante, o que reduz uma das etapas de construção da piscina.

Se houver necessidade de manutenção do tanque da piscina ou eventuais furos no vinil, entretanto, é preciso chamar empresas especializadas para fazer os reparos.

Há inúmeros padrões e cores para os acabamentos vinílicos, que podem ser produzidos com desenhos personalizados para a sua piscina. Tem preço mais acessível, dispensa rejunte e a limpeza é muito fácil.

Casa com integração total e grandes fachadas de vidro

Escada que parece escultura, pé-direito duplo e bancadas de concreto fazem dessa casa, em terreno estreito, uma escultura de morar.

 

O-X-estrutural-igualmente-de-concreto-elemento-construtivo-com-status-de-obra-de-arte.

 

Esta é uma típica história de amor à primeira vista. “Quando entrei (na casa), tive certeza: era onde eu queria viver”, diz o empresário paulistano. O sentimento imediato tem uma explicação racional – dono de uma galeria de arte, ele soube apreciar qualidades que a construção esbanja. “Fiquei fascinado com a luminosidade entrando por todos lados, com a elegância das linhas e com o X de concreto, uma verdadeira escultura na sala”, fala. Para além das questões estéticas, pesou o bom aproveitamento do espaço, que demonstra: casa pequena não é sinônimo de aperto.

 

O jardim equipado com churrasqueira combina vegetação e deck de ripas de cumaru, pregadas em barrotes de peroba. Paisagismo de André Paoliello.

 

O encantamento do morador denota que os autores do projeto, Gregory Bousquet, Carolina Bueno, Guillaume Sibaud e Olivier Rafaelli, do escritório paulistano Triptyque, acertaram na fórmula. “Fomos contratados por um investidor, que ergueu a construção para vender. Como não sabíamos quem ia viver lá, apostamos em elementos neutros e na boa arquitetura: claridade e ventilação abundantes, desenho bem resolvido e conforto”, explica Olivier. Todas escolhas aprovadas sem ressalvas pelo proprietário. “Não troquei uma torneira sequer, uma maçaneta, nada. Acho que nem eu mesmo teria planejado uma casa tão parecida comigo.”

 

Acabamentos neutros – como os tacos de cumaru (Pau-Pau Pisos de Madeira), a escada de concreto e a pintura branca – destacam as obras de arte.

 

O PROJETO

Soluções desta casa pequena:

Vidros: como não criam barreiras visuais, eles proporcionam a sensação de amplitude.

Jardim integrado: se houver ambientes ao ar livre, promover a ligação do espaço interno com eles é uma solução que parece estender a metragem da moradia. Vale adotar caixilhos que se recolham inteiramente para um lado ou outro, liberando totalmente os vãos.

Portas de correr: internamente, elas sempre ajudam a integrar os espaços. aqui, dividem a sala da cozinha, e são abertas ou fechadas conforme o desejo de privacidade do morador.

Paginação do piso: a colocação dos tacos no sentido longitudinal alonga visualmente os cômodos.

 

Cercada de portas de correr, a cozinha integrada à sala, com piso de ladrilhos hidráulicos (H Cerâmica).

 

O projeto é homogêneo – repare como o banheiro repete os ladrilhos hidráulicos e o concreto aparente da cozinha. Nas paredes, a pintura epóxi, resistente à umidade, aparece até dentro do boxe. Louças, misturador e chuveiro da Deca.

Área: 193 M2; Ano do projeto: 2009; Conclusão da obra: 2010; Projeto: Triptyque Arquitetura; Engenheiro calculista: Rioske Kanno; Execução: Bassani Arquitetura e Construção

Fonta: Revista Casa Abril - Reportagem Eliana Medina (visual) e Rosele Martins (texto) | Design Júlia Blumenschei | Fotos Eduardo Pozella | Ilustrações Campoy Estúdio

Vidro na casa toda: Saiba escolher o tipo correto

Graças aos avanços tecnológicos, ele não para de mostrar sua versatilidade e eficiência em fachadas, paredes e pisos.

Como podem ser combinados para obter diferentes índices de transmissão de luz e calor, eles contribuem para a eficiência energética das construções, diz o arquiteto paulistano Paulo Duarte, especialista em envoltórios de edifícios.

Controle solar

Pode-se dizer que os vidros espelhados foram a primeira geração de modelos com controle solar, pois eles barravam o calor, só que também impediam a passagem da luz, representando um gasto maior com energia elétrica, diz Paulo Duarte. Além disso, a aparência dos espelhados ficou muito associada a edifícios corporativos, o que não é atraente para o mercado residencial. Em casa, as pessoas querem visibilidade e integração com a paisagem, fala Lucien Belmonte, superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro). Por isso, a preferência hoje pelos modelos transparentes, que permitem criações de estética ousada e visibilidade total, caso do Espaço X3, criado pelo arquiteto paulista Fernando Brandão para a mostra Casa Cor Trio. O espaço do meu projeto, na arquibancada do Jockey Club de São Paulo, era voltado para a pista de corridas e uma bonita vista da cidade. Por isso, a transparência ali era essencial. Desenhei então um escritório que combina estrutura de aço e fechamento com vidros do tipo seletivo, já que o sol da manhã incide diretamente no local, conta Fernando.

Especificações de usos

Uma das grandes vantagens do vidro é sua versatilidade. Além da aplicação mais comum, em esquadrias, ele serve até como estrutura”, diz o presidente da Abravidro, Wilson Farhat Júnior. Mas, para uma utilização correta e segura, é necessário seguir as especificações da norma 7199 da ABNT, fala a engenheira civil Danila Ferrari, do departamento de engenharia da Fanavid. Guarda-corpos e coberturas, por exemplo, pedem vidros laminados, que são compostos de duas ou mais chapas do material unidas por filmes de segurança. “Outras condições do local, como ventos e diferenças de temperatura, também influenciam. Por isso, somente um projeto detalhado pode determinar a espessura e o jeito correto de fixar os vidros, completa Danila. Sacadas e varandas ainda não têm uma norma publicada, mas de qualquer modo devem ser fechadas por algum vidro de segurança, seja laminado ou temperado. Este último tem resistência cinco vezes maior que o vidro comum. Placas temperadas e laminadas são a combinação recomendada para degraus de escada e pisos, que têm espessura e tamanho indicados pela carga, uso e fatores ambientais.

Fonte: Site Casa Abril
Por Edson Medeiros, Lucila Vigneron Villaça e Piero Rossini (assistente) para Casa Abril Fotos: André Fortes (produtos)